quinta-feira, 18 de julho de 2013

Maratona do Rio de Janeiro 2013

No dia 07/07 corri a Maratona do Rio de Janeiro. Foi a minha primeira maratona e primeiro teste rumo ao Ironman. Foi uma ótima oportunidade para entender o que é passar mais de 3:00 correndo e ver que não será nada fácil fazer isso depois de pedalar por mais de 5 horas, os 180km.
Decidi ir com o Mizuno Wave Prime Osaka, o que foi uma ótima escolha, pois no final da prova, quando a musculatura já cansada não suporta tanto o impacto, o tênis com bom amortecimento faz esse serviço.
Quanto a prova, não tenho base para falar, pois foi minha primeira, mas creio que está entre as duas melhores do país, com um belo percurso, 90% plano, mas com duas subidas bem técnicas, passando pelas principais praias do Rio e com um visual deslumbrante. Não é uma prova fácil e nem muito rápida, principalmente pelo calor e pelas subidas, porém vale muito a penas. Definitivamente uma prova que eu recomendo qualquer atleta brasileiro fazer antes de se arriscar em maratonas pelo mundo.
Mas é triste vermos como, mesmo tendo um cenário e  percurso perfeitos, ainda pecamos em itens básicos da "experiência" do atleta, que é o que faz o "cliente" retornar.
Enfrentei uma fila gigante de cerca de 1h para pegar um kit, numa prova onde largaram apenas 6mil corredores! Imagina se fosse uma maratona de NY com 40mil??? Imagina na Copa??? rs. Outro item muito ruim é chegar à largada, pois as vias mais triviais de se chegar a largada são fechadas antes das 5 da manhã e não há nenhuma orientação de como se chegar através de rotas alternativas. Os ônibus da organização são a melhor opção para isso, porém não havia vagas para todos os interessados no dia do kit.

A prova
7:30 - Pontal do Recreio. Com um sol lindo nascendo,  e o visual do mar, liso e azul, largamos, eu , Rafael Facco e Eduardo Rodrigues, parceiros de equipe Trilopez. Pra minha surpresa saímos sentido SUL... pra quem tem que correr do Pontal até o Aterro em linha reta, assusta voltar 1km pra tras. Saí aquecendo o primeiro km ainda embolado, mas já no meio do km 1 fui encaixando o pace desejado que era próximo a 5min/km. Fomos eu e o Rafael, num ritmo confortável e apreciando o visual. Percurso plano, a temperatura agradável por volta de 20 graus, pois ainda era cedo, tornou a  tarefa agradável até o km 22. As praias do Recreio e Reserva vazias por ser inverno e bem cedinho. Aí veio a primeira subida, do Joá, deixando a Barra, atravessando o túnel em direção a São Conrado. Nessa hora a turma começou a se separar com a dificuldade adicional da subida. Do km 24km ao 28km cruzamos a praia de São Conrado, e a temperatura ainda era amena, pois ainda era antes das 10:00. Do km 28 pra frente é que a prova começa. O cansaço das pernas já é considerável, mas aí vem a subida forte da Niemayer, que dura uns 2km  e mais 1km de descida, que termina de judiar das pernas. Entrando no Leblon com 31 para 32  a temperatura nos termômetros já marcavam 27 graus. Conforme fui deixando Ipanema e chegando em Copacabana, já com 35, 36km o cansaço bateu geral. Nessa hora, ao invés de contabilizar quanto tempo faltava pra acabar, preferi usar a contagem regressiva dos kms para melhorar o psicológico. A torcida em Copacabana também ajuda bastante, muita gente assistindo. Mas o pace foi caindo gradativamente 5:10, 5:20, 5:30. Km a Km Copacabana passou e entrei em Botafogo faltanto míseros e sofridos 4 kms. Ao chegar na Enseada de Botafogo, já no km 40 o calor já era bem forte por volta das 11:00, e com tanta kilometragem nas pernas dos atletas o cenário parecia de um hospital de guerra. Vi dois caras apagarem na minha frente, bastante gente começou a caminhar. Nessa hora pensei, dane-se o pace, vamos chegar... e assim fui sem olhar pra frente, só um passo de cada vez até a linha de chegada. Impressionante o funil de chegada pelo número de expectadores torcendo e gritando... foi bastante emocionante depois de tanto sofrimento. Valeu a experiência e o treino para o real desafio em maio de 2014. Final 3:39:31 para percorrer os famosos 42.195m. Segue link do Garmin com dados do GPS.
Agora no segundo semestre volto a focar o triathlon, especialmente Pirassununga.

domingo, 30 de junho de 2013

Mizuno Wave Prime 9 Osaka

Essa semana testei o tenis Mizuno Wave Prime, no caso a versão comemorativa da maratona de Osaka.
O tênis veio do apoio da Authentic Feet dos shoppings Santa Cruz e Granja Viana, que me ajudará no caminho rumo o Ironman Brasil 2014.
Realizei um treino de 10min de aquecimento e 15x de 500m ritmo próximo do Liminar Anaeróbico, mantendo o pace entre 3:50 e 4:00/km.
Definitivamente recomendo o tênis. A sensação é de um tênis leve, bem mais que os top de linha (Nimbus, Creation), porém com um ótimo amortecimento para o seu peso. Muito confortável. Um ótimo tênis para médias e longas distâncias. Além disso extremamente bonito e exclusivo. Apresenta um cabedal bastante ventilado também, importantíssimo para treinos e provas mais quentes.
Enfim encontrei um substituto para o antigo Mizuno Inspire cujo tênis me adaptei muito bem. Apesar de ser uma edição comemorativa e portanto deve ser limitada, o fato é que o tênis é o mesmo Wave Prime que se encontra por aí em outras cores.
Pretendo treinar mais com ele essa semana e se me sentir confortável, usá-lo na maratona do Rio de Janeiro.
#FicaADica #MizunoWavePrimeOsaka #AutheticFeet

domingo, 9 de junho de 2013

Ironman Brasil 2014


Depois de 2 anos sem escrever, aliás o último post foi justo sobre o IM 2011, resolvi voltar, pois afinal decidi fazer a prova em 2014.
Com mudança de residência, grandes projetos no trabalho, gravidez da minha esposa e chegada do meu primeiro filho, os dois últimos anos foram conturbados. Com isso, o triathlon, mas principalmente o blog, ficaram de lado. Participei de algumas provas e até mesmo do Long Distance de Pirassununga em 2011, alguns duathlons, shorts, olimpicos, corridas e uma tentativa frustrada no Tristar 2012.
Essa semana foi a abertura do processo maluco que é se inscrever para o IM Brasil. Uma loteria praticamente! As 11:00 deveriam começar as inscrições, porém as 10:59 o site já não parava em pé, com erros de server too busy, sql provider access denied, etc. Com bastante sorte consegui minha inscrição.
A organização já divulgou que haverá uma segunda prova na distância e entendo que realmente tenha espaço para isso, afinal para atender a américa do sul inteira, faz sentido.

No entanto, não tem como não tocar num tema polêmico, que é a banalização dessa prova por parte de muitos "atletas". Será que não é a hora de colocar um currículo mínimo para realizá-la? Diminuir o corte de tempo? Pessoalmente sou a favor de ambas as ações. Afinal essa prova deve ser tratada com o devido respeito, pois ela é a meca do triathlon, o Everest para o alpinista, a maratona para o corredor e assim por diante.


Uma semana atrás, recebi um link sobre uma reportagem, onde nosso querido amigo Euler (foto ao lado), do Acre, possivelmente se degladiou nos 15 minutos de inscrição no site, gastou 700 dolares e se inscreveu no IM2013, fora passagens e hospedagem para realizar a prova... até aí, normal, assim como os outros 2mil atletas inscritos. A diferença é o que essa prova possivelmente representa para ele. Explico. O atleta em questão, sendo o último no percurso na bike, passou por uma churrascaria e não titubeou, trocou o sofrimento e é claro, a recompensa para quem termina, por uma costela. Não o julgo, até mesmo por que não o conheço! Não sabemos se estava preparado, se teria condições de terminar, se estava sentindo uma lesão, se estava com muita fome, enfim... A culpa é da costela! (leiam). O caso é que alguém melhor preparado e com muita vontade de terminar não pode se inscrever para que ele participasse.

Acho que o caso exemplifica bem o que tem ocorrido com essa prova, onde cada vez mais pessoas se inscrevem sem a menor bagagem no esporte, para tentarem terminar em até 17 horas os 3,8 Km de natação, 180km de bike e 42km de corrida, e saírem por aí, aos quatro ventos, dizendo "Eu sou um Ironman". Infelizmente! Realmente Ironman virou uma marca, mas no sentido mais comercial da coisa.

Por conta desse efeito também o que mais tenho visto é ex-triatleta após realizar o Ironman. O cara entra no triathlon, faz um short, um olímpico, entra na neura e se inscreve no IM. Em 1 ano ou no máximo 2, vai termina a prova em 14 horas e depois some, engorda, não pedala, não corre e nada, ou nem nada.
Aí penso, será que esse cara era mesmo um triatleta ou ele foi apenas um Ironman. Confuso? Não, explico novamente. Triatleta gosta de praticar, treinar e é claro, competir... mas não precisa ser o Ironman. Essa é apenas uma das provas. Realizar um short com um start line competitivo e conseguir um bom resultado é extremamente gratificante. Subir no pódio então, nem se fala. Triathlon é pra sempre, é o tempo todo, é um modo de vida. E o Ironman deveria ser um dos estágios e talvez o último a se iniciar.

Após 8 anos praticando a modalidade, resolvi experimentar. E a ideia é retomar o blog para documentar a experiência, narrar os sentimentos, preocupações, dificuldades e principais treinos. Espero conseguir conciliar o trabalho, família, filho, treinos e ainda escrever por aqui. Vamos com tudo, IM2014!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Voltando... Semana de Ironman


Depois de um bom tempo afastado de treinos e também do blog, estou voltando a rotina. Foi um começo de ano tumultuado na minha vida pessoal e portanto tive que deixar a paixão um pouco de lado.



Há algumas semanas voltei a treinar, mas ainda não consegui encaixar sequer uma semana 100%. Mas o importante é estar praticando o esporte que amamos.

Essa é a talvez a semana mais importante do triathlon no Brasil, a semana do Ironman Floripa. A essa hora todos os atletas já estão por lá, o friozinho na barriga já tomou conta, a ansiedade está comendo solto, as preocupações aparecem: "será que treinei suficiente", "será que minha suplementação será suficiente". O importante é manter a cabeça no lugar, não tentar algum treino mais forte porque faltou algo, ou inventar um novo item na alimentação.

Jurerê já deve estar naquele clima que só o Iron tem. Pra quem já foi, mesmo só para assistir sabe do que estou falando. É algo que só se presencia lá e nessa época. Pra onde se olha são corpos musculosos e com baixos percentuais de gordura, pessoas correndo por todos os lados, pra onde se olha se vê ciclistas, com as bikes mais lindas do mundo. A sensação que se tem é... sou um bosta, não treino nada, sou fracote e meu equipamento é uma merda...rs

Bom, domingo estarei de olho, acompanhando dessa vez pela internet.
Muitos amigos da Trilopez estarão lá. Boa prova a todos.
Espero muito do Santiago, que está cada vez mais adaptado a longa distancia e tem melhorado muito o pedal, pois sua corrida é incrível. Mas tem o Ezequiel tb, que há alguns anos tem passado raspando no titulo. Não estou por dentro dos gringos que estarão por aqui...

É aguardar domingo para vermos o que vai dar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Internacional de Santos

Falta uma semana por Internacional de Santos.
Não consegui treinar como deveria, ou como treinei para os dois últimos longs.
Graças ao apartamento que acabei de receber as chaves e estou tendo muito trabalho com reforma, curso noturno de 2 a 3 vezes por semana na empresa, mais o site PopCupom.

Mas consegui fazer alguns treinos de intensidade. Esse sábado por exemplo, deu um treino bom.

Transição 40K bike + 10K corrida, na USP, sendo:

Bike 10K médio, 20K TT + 10K soltando
10K médio = 35,5km/h de média
20K TT revezando vácuo = 40,8 Km/h (Graças ao Chad...rs)
10K soltando 32,5Km/h

Depois a  corrida deu:
2,3 Km a 4:01 min/Km  (forte)
2,3 Km a 4:50 min/Km  (médio)
2,3 Km a 4:49 min/Km (médio)
2,3 Km a 4:18 min/Km (forte)

Essa semana é realizar mais algumas intensidades curtas e polir pra Domingo e fazer a dança da chuva, porque ouvi dizer que está fazendo 37 graus em Santos.

Aproveitando, quem quiser se refrescar num boteco bacana, segue a promoção do Santa Esquina no PopCupom... 4 chopps + uma porçaõ de pastel por só 14,99.

domingo, 23 de janeiro de 2011

I´m back ...

Depois das festas, férias, e um site de compra coletiva implantado (www.popcupom.com.br), estou de volta a rotina de treinos.
Readaptando ainda a rotina, mas já tá dando pra pegar o ritmo novamente.
A idéia esse ano é focar no 70.3 de Penha e talvez de Miami, pra aproveitar para viajar pros US e ainda de quebra encaixar uma prova. De resto provas alternativas entre shorts e olímpicos pra se divertir. E pretendo fazer um Xterra pra conhecer.

Abaixo o calendário pretendido:
20/02/11 Internacional de Santos SP
20/03/11 Triathlon Olimpico RJ
03/04/11 Travessia dos Fortes RJ
10/04/11 Long Distance Caiobá PR
30/04/11 Xterra Itapira  SP ou 07/05/11 Xterra Indaiatuba SP
27/08/11 IM 70.3 Penha SC
30/10/11 IM 70.3 Miami

sábado, 4 de dezembro de 2010

Provas Alternativas de Triathlon

Essa semana foi comentado no twitter sobre duas novas provas de Triathlon organizadas pela SB5 eventos que promete agitar o mercado de provas. A SB5 eventos é a mesma empresa que organiza o GPI (Grand Prix Internacional) em Camboriú, que conta com a modalidade de Triathlon Contra-Relógio para os profissionais.
A primeira prova anunciada será um short realizado em SP, o que será uma ótima opção para aqueles que, como eu, não aceitam mais pagar uma fortuna para fazer o antiquado Trofeu Brasil, que por sinal esse ano esvaziou totalmente.
A segunda prova será uma distância totalmente diferente com 1000m de natação, 100K de bike e 10K de corrida, uma prova que irá beneficiar aqueles que tem no pedal sua melhor modalidade. Enquanto as provas ITU beneficiam os grandes nadadores e as provas da WTC beneficiam os grandes corredores, chegou a vez dos ciclistas.
É aguardar as datas e locais para colocar no calendário.
Treino de transição hoje 40K bike + 10K corrida, médias 35km/h na bike e 4:48 de pace na corrida.

domingo, 21 de novembro de 2010

Missão dada é missão cumprida! - Sub 5 em Pira 2010

Tudo começou em 2007, ano que entrei de vez pro triathlon, e comecei a treinar com a assessoria Trilopez. A minha evolução foi tão rápida no início, treinando com a equipe, que me empolguei e me inscrevi pra Pira no final do ano.
Por ignorância, e ganância, diminuí demais a musculação e aceitei perder muito peso durante os treinos preparatórios para o Long Distance Pirassununga 2007, pois ao perder peso passei a correr melhor e mais rápido.
Resultado, arrumei uma tendinite grave no joelho por conta de um grave desequilíbrio muscular. Com isso, perdi o ano de 2008 inteiro sem conseguir treinar, inclusive bike, pois o joelho doía muito. Cheguei a pensar em desistir do triathlon por várias vezes e vender minha bike. A Camila, minha esposa,  que não deixou.
Desde então essa prova estava "atravessada" na minha garganta... Depois do retorno em 2009 aos treinos, porém só em shorts e olímpicos, decidi tentar um long em 2010. Fiz o meio do Rio, e muito mais consciente dos treinos e do meu corpo, deu certo. A tendinite apareceu na prova novamente, porém dessa vez foi muito mais pelo aumento do esforço do que por desequilibrio muscular. Dessa vez caprichei na musculação, alongamento, e não perdi massa muscular..
Mas faltava Pira... e hoje foi tudo perfeito, cravei 4h:47min numa prova em que o calor quebrou muita gente boa. Missão dada é missão cumprida capitão...rs!

O dia começou nublado, cerca de 23graus no termômetro do odômetro bontrager. Durante a bike foi esquentando e chegou a 34graus. Já na corrida o sol veio com tudo e aí o bicho pegou.

A natação
Natação em Pira é apanhar sempre... e não deu outra, mais de 500 pessoas nadando ao mesmo tempo, bastante troca de carícias aconteceram. Não senti o nado encaixado, mas saí da água com os previstos 32:00, que tinham exatos 1900m de acordo com o Garmin.

A bike
Comecei a pedalar e coloquei na cabeça que tinha que ir bem porém sem forçar muito, porque sabia que a corrida ia derrubar muita gente. Comecei solto, mas com as pernas descansadas e sem vento tava fácil andar acima de 40km/h, só caía com as subidas. Passei a primeira volta com média de 38km/h no cateye. Pensei, tá forte, dá pra segurar um pouco.
É muito triste ver como tem gente no triathlon sem espírito esportivo. Vi muita gente mal intencionada pegando vácuo na cara de pau mesmo há menos de 2m do cara da frente. O percurso em Pira favorece o aparecimento de pelotões, mas pude perceber que o problema mesmo é a falta de caráter de alguns. Sim é possível fazer um pedal honesto lá, mesmo saindo no bolo da natação, que é o meu caso. Confesso que na primeira volta é complicado manter 10m do cara da frente, visto que está todo mundo embolado, mas na segunda e terceira volta é super tranquilo ficar bem longe do da frente. E fui o que procurei fazer a prova inteira, afinal minha luta entra contra mim mesmo e meu tempo, pois queria baixar um pouco os 4:52 do Rio.
Fui deixando a média cair aos poucos e já na terceira volta estava em 37,5km/h no cateye e 36,8km/h no Garmin (com a transição). Senti um pouco o cansaço já na quarta volta, mas fechei o pedal com 36.3km/h de média já com as duas transições, 37.1km/h no cateye.

A corrida
Saí pra correr bem, sentindo as pernas boas, coloquei um ritmo de 4:58, 5:00 e estava indo bem, fui assim até o km 6, aí na parte de terra senti o calor e a falta de água nesse trecho e média caiu pra 5:05, 5:10 e fui assim até o km18, alternando em momentos bons e não tão bons... Depois do km 18 as pernas endureceram e foi rezar pra chegar... sofri mais nos últimos 3km do que em toda a prova. Logo que saí pra correr aconteceu o que sempre acontece comigo, por ser minha modalidade mais fraca, muita gente me passa logo no início da corrida, pois são pessoas que pedalam bem, mas que correm bem também. Mas depois dos primeiros 10k algo diferente começou a acontecer, comecei a ver muita gente andando, desistindo, quebrando e comecei a passar bastante gente...Percebi que ter respeitado meu ritmo no começo e não me empolgar surtiu efeito no final, enquanto a galera foi quebrando eu consegui manter razoavelmente o ritmo.
Fechei a corrida pra 1:48, dado o calor, acho que foi bom.

Total: 4:47:30, 22o. lugar na categoria(corrigido), que tinham 110 atletas.

Pra se ter uma idéia do nível da categoria 30-34 esse ano, o Ciro Violin foi o 3o. na 30-34, com 4:13... e logo na sequencia veio o 4o. e 5o. lugar... ou seja, pra pegar pódio precisava meter 4:15 (sobrenatural).

Pra completar, Camilinha meteu 5:31, 10min a menos que ano passado e levou o 2o.lugar na categoria.
Final de semana perfeito!

domingo, 14 de novembro de 2010

1 Semana pra Pira 2010

O que dava pra fazer foi feito como treinamento pro long de Pirassungunga... Pedais de 120, 110, 100, 90, 80. Corridas de 12,14,16,18.
Essa semana é só manter o corpo ativo, e preocurar se recuperar bastante, pois final de temporada e treinando pra long não foi fácil. Senti por várias vezes muito cansaço e o corpo dando sinais de que precisava descansar.
A categoria 30-34 está bastante concorrida, 105 atletas inscritos, dentre eles Rafael Brandão, Arthur Ferraz, Ale Gantus, Mauricio Letzow,Arthur Alvim ... a briga vai ser boa... entre eles...rs
A minha expectativa em relação a prova é apenas fazer um bom pedal, mas que não prejudique minha corrida. E mesmo que esteja quente, tentar não quebrar na corrida, correndo bem próximo de 5min/km.
Desejo boa prova a todos que irão participar e torcer para não estar tão quente, já que por aqui em SP anda tão frio que não dá nem pra simular a prova em Pira.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bike fit Retul e treinos

Semana passada foi punk. Longo de 18,5k durante a semana, 60bike/12run no sábado e 120k bike no domingo, depois de ter iniciado a semana com o 100K bike do domingo passado. Resultado: ameça de gripe e início de overtraining. Nada que um OFF bem tirado na sexta e mais 10horas de sono não resolvessem. Impressionante como melhorei e a gripe não chegou.

Agora vamos ao assunto interessante. Tenho visto vários atletas brasileiros, principalmente os profissionais, comentando que fizeram o Bike Fit com o sistema RETUL. Trata-se de um sistema inovador e altamente tecnológico que permite a captura de movimentos tridimensionais, análise instantânea dos dados e ajuste milimétrico da posição do atleta durante a pedalada.
Durante o processo, vários sensores são instalados no atleta em pontos importantes como cotovelo, joelho, quadril e tornozelo, com isso o sistema captura as informações em 3D durante o movimento e as passa ao computador permitindo a análise correta, eliminando adivinhações e  proporcionando um ajuste ideal para o atleta.

Primeira dúvida, será que funciona??? Bom, boas referências o método tem, pois nomes como Chris Lieto, Crowie, Norman Stadler, Lance Armstrong e Mirinda Carfrae realizaram fit com o sistema.

Segunda dúvida, onde fazer no Brasil?
AVANTI SPORTS em Moema SP (www.avantisports.com.br)
Felipe Campagnolla em Campinas (fcampagnolla@uol.com.br)
FCA Sports em BH (www.fcasports.com.br)
Outros

Difícil descrever em detalhes o processo, melhor ver os vídeos abaixo ou ler mais no site do RETUL


Crowie no Retul


Norman Stadler (The Norminator)

domingo, 24 de outubro de 2010

Semana planilha 100%

Essa semana foi ótima pra treinar. Não descansei depois da prova do Rio, só peguei leve na segunda com natação tranquila, depois segui a planilha 100%. O volume ficou muito bom 9,5k natação, 240k bike e 42k corrida.
Mais duas semanas como essa e é hora de desacelerar pra Pira.

Sábado um treino de 60k pedal + 10k corrida , com média na bike de 35km/h na USP e 4:40min/km na corrida mesmo com a subida da biologia.

Domingo, 100K pedal em alphaville, com média também boa, 34km/h, com vento e ajuda dos amigos da Trilopez (Robertinho, Luis, Navarro).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

3a. Campeonato Estadual de Triathlon Olímpico

Domingo foi dia de mais uma etapa do estadual do Rio de triathlon olímpico. Foram 3 etapas no campeonato, das quais me inscrevi em todas, no entanto não corri a segunda por uma gripe na véspera. Nas outras duas etapas quebrei na corrida pelo forte calor que faz no aterro do flamengo.
No entanto o circuito está de parabéns, bem organizado, bom percurso, distâncias respeitadas, alto nível dos atletas, em geral um ótimo custo benefício com inscrições a 90 reais.
Ano que vem pretendo fazer mais algumas etapas lá, se possível sem quebrar... o único ponto ruim é que morando em SP a viagem é desgastante e cansativa pra um fim de semana normal.


A prova
Largada por volta das 9 da manhã, já com um forte calor, diferente da previsão, não havia uma nuvem no céu. A água pelo menos estava fria e portanto alguns atletas estavam de roupa, inclusive eu. Estava tão quente de roupa que estava dificil esperar a largada na areia.

A natação
Logo que entrei na água e comecei a nadar, senti algo solto esbarrando no meu pé, pensei ser um saco plástico, afinal na baía de guanabara era possível. Nadando mais um pouco notei que era o velcro do porta-chip se soltando. Com 30segs de natação, ainda no meio do bolo de atletas, tive que parar para arrumá-lo, mas no turbilhão, entre socos e ponta-pés, só deu pra ajeitar mais ou menos. Perdi o bloco e uns 20segs, voltei a nadar forte tentando alcançar o bloco que estava comigo... fechei a primeira volta com 11:50, quando saí na areia aproveitei pra abaixar e arrumar definitivamente. Fui pra segunda volta e fechei com 24:10 a água com mais 1min até a área de transição. Total 25:17

A bike
Essa é a parte que me sinto "em casa", saí pra pedalar e logo encaixei o ritmo, mantendo uns 38km/h no aterro, subi o elevado e mantive a velocidade entre 39 e 42, caindo nas subidas. Após o retorno notei que havia vento pois a velocidade oscilava entre 32 e 35km/h. Comecei a passar muitos atletas, alguns descaradamente no vácuo, foi só aumentar o número de atletas e os pelotes de 3 e 4 atletas se formaram. Lamentável... Contei pelo menos 10 atletas que ultrapassei, e calculei ter entregue a bike em 16o. dos quase 100 atletas na prova. Total 1:08:30 incluindo as transições.

A corrida - o Inferno
Saí pra correr e senti as pernas boas, comecei com um pace de 4:35, que era mais ou menos o que esperava manter pros 10k. Resolvi deixar até cair um pouco pro primeiro km pra tentar deixar as pernas se acostumarem... mas depois de 2km, o corpor esquentou e o radiador ferveu. Parece que o sol inteiro caiu nas minhas costas. O ritmo despencou pra 5min/km, e foi caindo a cada km, pra 5:10, 5:15, 5:20.
Confirmei que tenho problemas correndo no calor, e que se quiser fazer provas com a temperatura acima de 30graus, tenho que treinar nesse tipo de clima.
Fechei a corrida pra 50:54, pace de 5:05, pior do que o pace que fiz no meio-iron, onde fiz a meia pra 1h:45min. Fui ultrapassado por 13 atletas e caí pra 29o. no geral.

Mas valeu como um ótimo treino pra Pira e pra me alertar das dificuldades que terei lá se esse ano o calor vier com força total.

Da trilopez ainda participaram da prova o Tanaka e o Robertinho, ambos também sentiram o calor, no entanto o Tanaka ainda fez uma boa corrida, fechando em 15o. lugar no geral. Só não pegou pódio, pq quase todos atletas da 15 primeiras posições eram da 30-34.

Camilinha tb fez a prova, e pra honrar a galera de Sampa (lembrando que ela é mineira) pegou pódio, sendo a 3a. mulher no geral, com 2:42 mesmo com percurso pesado da bike e o forte calor.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

IM Hawaii, Pira 2010 e 5150

Semana fervilhando no mundo do triathlon. Sabadão tem o Mundial de IronMan no Hawaii (Kona). Nos sites de triathlon chovem informações direto da ilha, fotos, vídeos e entrevistas.
Essa é a prova do sonho de qualquer triatleta, e mesmo à distancia, acompanhando por twitter e sites, não perco por nada.  Irei acompanhar no twitter o @mundotrilive, o site ironman.com e outros que disponibilizarem videos ao vivo.

Minhas apostas são Chris Lieto no masculino abrindo vantagem na bike e dessa vez mantendo na corrida, e a unanimidade Chrissie Wellington que definitivamente não é desse mundo.
Muita sorte ao atleta da Trilopez Jorge Cammarata que com certeza irá nos representar muito bem.

Estou voltando a rotina e ao volume de treinos, bike e natação já estão a todo vapor. A corrida, por conta do joelho está indo conforme o corpo aguenta, sem muita pretensão. De qualquer forma, resolvi apostar e me inscrevi pro Long Distance em Pirassununga. Estava na dúvida entre o long e o short, mas resolvi apostar que o joelho resiste aos treinos até lá. Agora é treinar.

Ontem nós triatletas tivemos uma ótima notícia, a WTC, a mesma empresa que cuida das marcas Ironman e Ironman 70.3, criou mais um circuito, o 5150, que nada mais é do que um circuito de triathlon nas distâncias olímpicas (1,50 + 40 + 10 =51,50), porém sem vácuo, como acontece na ITU.
Isso é ótimo, pois vamos ter opção de mais uma distância para corrermos em etapas muito bem organizadas pelo mundo e por que não logo no Brasil. Tenho certeza que o Carlos Galvão, que já detém o direito de realizar o IM Floripa e IM 70.3 em Penha irá organizar uma prova do 5150 no Brasil.
Com certeza uma prova dessas por aqui nos fará esquecer o mal organizado Troféu Brasil de Triathlon, que já deveria se chamar hoje Troféu Santos de Triathlon, pois só tem etapas por lá.
Saiba Mais...

O Rainmaker está sorteando um Timex: 

domingo, 26 de setembro de 2010

Fim das férias - Retorno aos treinos rumo a Pira 2010

Volto ao trabalho amanhã e com a volta a rotina, fica mais fácil encaixar a rotina de treinos também. O joelho está bem melhor, já consigo correr 10k, vou progredir aos poucos para não inflamar novamente. Não sei se dará pra fazer os treinos de corrida conforme a planilha ou conforme eu gostaria para chegar no melhor da forma em novembro.
Não cheguei a ir a nenhum médico ou fisioterapeuta para ver a lesão. Como foi um problema que já tive no passado e já conheço, tratei por minha conta. Usei a  receita básica que funciona: muiiito gelo, pelo menos 3x ao dia por pelo menos 20min, muiiiito alongamento e NÃO parar totalmente, mantendo trotes de 20min.

A ideia de não parar totalmente apesar de ir contra o que a maioria dos médicos e fisioterapeutas recomendariam é simples. Quando você para totalmente voce perde alongamento, resistência, força e musculatura, então quanto tenta voltar, por mais que a inflamação tenha melhorado,  a tendência é voce estar mais encurtado (sem alongamento) e mais fraco, isso fará com que a exigência será maior nos tendões e portanto a inflamação pode piorar.
Fiquei quase um mes parado ou treinando muito leve, mas na ultima semana deu pra treinar um pouco melhor pra não sofrer muito no retorno a planilha.

Rumo a Pira, que era o planejamento. Pra 2011 irei rever se o melhor é voltar para provas de curta distâncias, que exigem menos de nossas articulações, além de ser mais emocionante na minha opinião.

domingo, 29 de agosto de 2010

Retorno aos treinos e férias

Dei uma tirada de pé total nos treinos na semana pós long do Rio. E não foi totalmente por vontade própria. Peguei uma gripe devido a queda na resistência e tempo seco. Senti uma fisgada na panturrilha no primeiro trote pós prova. E o joelho que ainda não está legal.
A gripe passou, a fisgada já sumiu, porém o joelho continua ruim.
Nessa semana agora, consegui treinar um pouco melhor, mas ainda não no ritmo normal, novamente por causa do joelho. Estou pegando leve para que melhore logo.
Pra melhorar essa semana fui andar de kart e tomei uma porrada de um outro kart que subiu em cima do meu e acertou meu outro joelho, que está inchado.
Sai zica!!!
Depois do feriadão entrarei em férias e vou viajar, então só retomarei os treinos normalmente mesmo na última semana de setembro se tudo estiver ok. Aí avaliarei se dará pra fazer o long de Pira, ou vou pro short.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Reinaldo Colucci - agora vai?

Há males que vem para bem. E acho que com o Colucci isso está acontecendo. Com a não classificação dele pro IM Hawaii, devido a desistencia no IM Brazil parece que enfim ele focou no triathlon olímpico.
Ele é um cara que tem um ótimo biotipo para o esporte e já provou que tem muito talento também. Desde muito cedo conseguiu vários ótimos resultados ... mas faltava ganhar um IM de grande expressão, um ITU ou ter ido bem nas olimpíadas.
Agora parece que ele resolveu focar de vez o ciclo olímpico e os resultados começam a aparecer, venceu um ITU World Cup e foi top 15 no ITU World Series, onde estão os melhores atletas olímpicos como os Brownlee, Jan Frodeno, Javier Gomez e outros. Creio que se melhorar a o tempo de corrida nos 10Km em 1minutos já começa a brigar por titulos. Até 2012 se mantiver esse foco, creio que teremos realmente uma promessa para as olimpíadas. Na minha humilde opinião ele deveria esquecer longas distâncias por enquanto, até porque é muito jovem e está mais do que provado que em IM se dá bem os atletas com mais idade e experiência. Ele vai ter muito tempo pra pensar em Iron.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pódio noTriathlon Long Distance no Rio de Janeiro

3º. Lugar na 30-34 no long distance do Rio. Em vez de me lamentar de vários pequenos problemas ou detalhes que não saíram como o planejado, e ainda da dor no joelho que atrapalhou, vou me ater ao resultado final e dizer que a prova foi show!!! E o resultado melhor ainda!!
Fim de semana gelado, frente fria, muito vento, garoa e ressaca no mar... tinha jeito melhor de iniciar na longa distância?
Não tive escolha, a previsão já era essa desde terça-feira passada, mas disso tudo sabia que pelo menos pra correr seria bom, que afinal é a minha pior modalidade.
Tudo preparado, fui pra prova no domingo, temperatura era por volta de 16 a 17 graus. Roupa de borracha liberada e mar relativamente tranquilo, pois a natação é no meio da baia de Guanabara, que é muito bem abrigado.
Largada tranquila, pouca gente, cerca de 70 a 80 atletas no long apenas. Me posicionei bem e comecei forte, fiz a primeira volta em 15min, entrei na agua novamente e fiz a segunda em 16min, fechando a água em 31min + cerca de 1minuto de  transição até a bike.
Na água percebi que estava bem posicionado, pois avistava logo a frente algumas toucas vermelhas que eram da elite. Sabia que eram algumas meninas, mas ainda assim, estar próximo delas e já ter passado uma delas era um bom sinal. Ao sair da água a Camila me avisou que estava bem próximo da elite. Fui empolgado pro pedal.
Saí pra pedalar tranquilamente sem forçar,  para sentir o ritmo, e logo percebi que o dia não ia ser fácil, ventava bastante do sentido Av. Brasil – Centro,  com a velocidade não passando de 34km/h. Em compensação ao retornar o pedal ficava fácil, tranquilamente se mantia velocidades acima de 40km/h sem forçar.
O percurso do Rio pra quem não conhece é um pouco duro, graças ao grande número de retornos e subidas leves do elevado. E pra piorar 4 voltas da mesma coisa.
A cada volta o vento foi aumentando, conforme foi chegando 11:00 da manha o vento foi só piorando e as velocidades caindo. Na última volta com o cansaço e com o vento era difícil manter mais que 30km/h no sentido contrário ao vento.
Me alimentei corretamente, conforme planejado e testado nos treinos. Duas garrafas de agua de endurox + 2 gels na bike + 2 bisnaguinha com peito de peru. (Recomendo)
Saí pra correr bem, com as pernas razoavelmente tranquilas e fazendo o ritmo previsto, por volta de 4:45, 4:50 e assim foi durante uns 5km. Estava num ritmo muito confortável, cardíaco e respiração sobre controle, sentia que tinha total controle da prova... mas ... A partir daí comecei a sentir o meu joelho direito (bichado), e o ritmo foi caindo, pra 5:00, 5:05, 5:10, 5:15 e as dores aumentando a cada km. No km 12 peguei um advil com a Camila e tomei, a dor amenizou mas a inflamação já estava grande e ainda incomodava bastante. Fiz os últimos 8K tentando manter o que deu, que ficou por volta de 5:15 e 5:20. Mas faltando 2km pro final, um cara se aproximou, apertei um pouco o passo e ele veio junto, temendo perder alguma posição importante, sprintei faltando ainda 1,5km, pra matar ou morrer...rs, aumentei o ritmo pra 4:05 e incrivelmente nessa hora não senti mais dor nenhuma, e ainda consegui suportar esse ritmo até a chegada, conseguindo manter uma diferença de 30segs do atleta que vinha atrás. Passei a linha de chegada com 4:51:15.
Tinha esperança de pegar um pódio, porque só havia 12 inscritos na minha categoria, mas em 3º. , não estava nem nos melhores dos meus sonhos.
Quando chamaram o 5o. e 4o. achei que não tinha dado, mas aí veio meu nome em 3o. e foi só alegria..rs
Curti a distância, pra nadar e pedalar é uma delícia, o ritmo é confortável o tempo todo, nada de hiperventilação. Porém pra correr é muito sofrimento, ainda mais com alguma dor que não seja só a muscular.
Agora é tratar do joelho e observar a recuperação pra decidir se continuo fazendo longs ou volto pra olímpico.

Sessão Maguila
Obrigado a todos os amigos pelos votos de boa prova, mensagens, twitts, e-mails preocupados, telefonemas... parecia até que ia fazer o Iron...rs  

Obrigado também pra aqueles que me acompanharam nos treinos longos de bike em alphaville, estrada velha, Carvalho Pinto... só pra citar alguns: Léo , Alaelson, Navarro, Batalha, Daniel, Felipe Pinho, Fabio Moreira, Sylvio, Tanaka, Girino, Robertinho, Sachi, Greif, Lu, Sidão, Lenise e todos os integrantes da família Trilopez. 
Obrigado aos meus coaches Diego (Big Boss), Paulinho e Gabriel (Running), Daniel (Bike), Lucas e Aninha (responsáveis pela grande evolução na Natação).

O Agradecimento principal, claro, tinha que ser pra minha especial companheira, namorada, noiva e esposa Camila, que além de respeitar e compreender toda a minha vontade em relação ao esporte, foi ela a responsável por eu ter voltado a praticar o esporte depois da lesão no joelho que tive em 2007 e que me deixou 2008 inteiro de molho. Por várias vezes quis vender a bike e desistir, mas ela não deixou.
Te amo Cá!

domingo, 8 de agosto de 2010

Sensacional - Tour Trilopez

Foi dada a largada do tour e lá se foram duas etapas. Parabéns ao Daniel e Diego pela iniciativa. A brincadeira está bem interessante e muito bem organizada. Com distribuição de camisas de ciclismo para os líderes e premiações para os vencedores de etapa.
Ontem (7/08) foi a largada do prólogo na USP, uma etapa de Contra-Relógio curta, como no tour de france. Foram apenas 4km, mas quanto menor a distância, naturalmente maior a intensidade e mesmo durando cerca de 6minutos doeu bastante.
A diferenças entre as primeiras 4 posições foi de apenas 1 segundos, mostrando o equilíbrio dos ciclistas e triatletas da equipe.
Algumas ausências importantes foram notadas e com certeza iriam dar muito trabalho, como por exemplo "El Loco" Chad, Lucas "Contador", Luis Porto "Cavendish", Leo Fernandes, André "Girino". Além daqueles que estão voltando e não estão no melhor de sua forma como Tanaka e Betão.

Classificação pós prólogo:

  1. Roberto Gonçalves 6´06
  2. Silvio André da Mota Lima 6´07
  3. Alexandre Batalha 6´08
  4. Flávio Oliveira 6´09
  5. Roberto Sacchi 6´34
  6. Humberto Kinshoku 6´36
  7. Sidney Mauricio da Mota Lima 6´39
  8. Felipe Pinho 6´40
  9. Ricardo Chemmer 6´46
  10. Alexander Greif 6´48
  11. Fábio Morerira 6´52
  12. Edelcio Augusto 7´02
  13. Felipe Soares 7´03
  14. Paulo Navarro 7´09
  15. Omar Espinosa 7´10
  16. Diego Silva 7´13
  17. Ricardo Breves 7´17
  18. Luís Cláudio 7´24
  19. Franco Cavalieri 7´35
  20. Marcio Tanaka 9´13 (furou o pneu)
Com o resultado do prólogo, Robertinho assumiu a liderança e levou a camisa amarela pra casa. Assim como  a Luciana Lima no feminino.
Hoje (8/08), apesar dos 13 graus no termômetro e dia dos pais, lá estava a maioria novamente na estrada velha de Santos para a primeira etapa de estrada. Foram 60K com média girando entre 37,5km/h e 36,5Km/h no final, pois todo mundo ficou se guardando na última volta esperando o sprint final. Alguns foram dropando pelo caminho, mas a maioria ficou junta até os 500m final, que eu me lembre: Eu, Robertinho, Sylvio, Alê Batalha, Fabio, Sidney e Ricardo. Algumas fugas foram feitas, mas todas rapidamente neutralizadas pelo pelotão. No geral, foi muito legal e bem disputado...  Faltando 500m pra chegada havia uma subida, tentei uma última fuga, quando cheguei ao topo olhei pra trás e tava todo mundo junto, pelo menos os 4 primeiros de ontem...rs Fuga frustrada!!! Logo na sequência havia a última subida, com a chegada no topo, essa era mais curta e já com as pernas "fritas" iniciei o sprint antes da hora, e fui ultrapassado pelos 3 que estavam comigo, que vieram de trás. Novamente quarto lugar, porém todos no mesmo segundo. As primeiras posições portanto foram mantidas, com a mesma diferença de tempo 1seg. Vamos ver as demais posições quando o Coach computar os tempos.
A brincadeira foi ótima e deu pra fritar as pernas... valeu como ótimo treino. Já estou na espera das próximas etapas, que pelo calendário cheio de provas, deve ficar só para setembro.
Abaixo o link para o video da chegada:

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Melhor forma de hidratação na bike em long distance

Chega de falar de treinos, é hora de usar o blog pra colaboração! Em vez de relatos, textos técnicos, vou colocar uma pergunta:
Qual é o melhor esquema para levar a sua hidratação numa prova de longa distância???
Algumas informações para dificultar:
1) A cervelo só vem com furação para 1 porta caramanhola ( e não pretendo furar o quadro obviamente para colocar uma segunda)
2) Tenho aerodrink, mas abandonei o seu uso. A água, ou qualquer líquido colocado lá dentro pula nos baque, vibra muito,enfim, acho uma merda... Lembrando que tenho a primeira versão do aerodrink que não tem tampa e não tem o suporte, somente elásticos.
3) Os famosos Xlab parecem uma boa solução, mas também tem seus problemas, quebram, as garrafas pulam...

Algumas considerações:
Já ouvi dizer que é possível fazer o Iron com apenas 1 caramanhola, pois a cada poucos km existe reposição de caramanholas para hidratação. Mas acho arriscado, pois se perder um posto, demora muito vir outro.

Pretendo levar não somente água, mas sim Accelerade, portanto não dá pra contar só com a água e gatorade que normalmente as organizações costumam oferecer.

Fica aí o tema para discussão. Qual é a melhor opção???

domingo, 1 de agosto de 2010

Últimos treinos longos pro meio do Rio

Esse final de semana foi o último de treinos longos e a partir da semana que vem se inicia a fase de polimento, com um pouco de intensidade e redução do volume.
Sábado fomos pra Carvalho Pinto, pra um pedal de 100K. O alfalto é muito bom e as subidas são rápidas, revezando vácuo, a média ficou alta, 36,1km/h no Garmin. Saí pra um trote de 20minutos depois do pedal e me senti muito bem, fui progredindo e deu um pace de 5:03, com as pernas bem soltas.
Dados da Bike no Garmin
Dados da Corridan pós bike no Garmin

Hoje (domingo) fui pro Ibirapuera, correr 20K. Péssima ideia fazer isso lá, ainda mais tendo acordado tarde e iniciar as 8:30. O parque é a própria visão do inferno em dia de domingo. Até uma turma trazendo uma cesta de pão, isopor e cadeiras de praia eu vi. É um zoológico a céu aberto... tinha atleta, mendigo, louco cantando Bob Marley em voz alta, bando de manos andando de bicicleta com selim baixo, velinhos, colônia japonesa inteira praticando caminhada, patins, cachorros, tartarugas, coelhos, piriquitos e o que se possa imaginar. Ainda bem que acabou...rs
Não me senti tão bem no longo de corrida. Não conseguia melhorar o ritmo que ficou por volta de 5:15, e a frequência média ficou em 142bpm (abaixo de L1, 150bpm), sendo a máxima somente 152bpm, mas as pernas não iam, acho que reflexo do pedal forte de ontem.
Triathlon é isso, DIA DE MUITO, VÉSPERA DE NADA... força muito num dia, paga-se no treino seguinte.
Enfim, treinos longos ficaram pra trás, essa e a próxima é recuperar bem e tentar ganhar um pouco de velocidade.
Dados da corrida 20k Ibira

Rio 2016